2nd novembro, 2010
by Danny Mou
>> Diário Pessoal, 02/11/10
Abaixo, um relato completo da GASTROPLASTIA POR VÍDEO que eu assisti, dentro do Centro Cirúrgico!
No dia 03 de Abril de 2007, eu tive o privilégio de assistir uma Gastroplastia realizada através de videolaparoscopia, dentro do Centro Cirúrgico. Foi uma experiência marcante e única, que agora compartilho com os leitores do meu Blog, com todos os detalhes e muitas fotos!
Espero com este relato, conseguir transmitir a enorme emoção que senti, ao ser “testemulha ocular” do Renascimento de uma pessoa!!!
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Data: 03/04/2007
Hospital: Santa Rita – SP
Cirurgiões: Dr. Alexandre Amado Elias
e Dr. Nestor Suguitani (Instituto Garrido)
Paciente: Luciano Tozato dos Reis |
* Importante © Copyright: as fotos aqui publicadas foram devidamente AUTORIZADAS pelo paciente, pelos médicos e pelo Hospital. Favor não reproduzir sem a devida autorização! Passível de punição legal. Todos os direitos reservados.
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| Cheguei no Hospital Santa Rita por volta das 7h30. Enquanto andava pelos corredores do Hospital, senti uma alegria em pensar que eu estava ali, iria entrar no Centro Cirúrgico, mas como expectadora; não como paciente! Fui diretamente para o quarto 213, falar com o Luciano. Ele e sua esposa, Carolina, estavam bastante tranquilos. Conversamos e tiramos algumas fotos. |
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Depois, fui me preparar para entrar no Centro Cirúrgico. Peguei a roupa azul de médico, coloquei a touca e as sapatilhas. A máscara deve ser colocada, apenas quando a cirurgia se inicia. |
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O Centro Cirúrgico nº 21 é lindo demais, amplo, totalmente aparelhado para cirurgias por videolaparoscopia. Vocês nem imaginam a diferença entre um centro cirúrgico preparado para cirurgias por vídeo e um para cirurgia convencional.
Toda aquela aparelhagem dá um “ar futurista” incrível! |
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Olhei tudo com calma e conversei com uma enfermeira. Ela me encaminhou ao “Descanço Médico”, uma sala espaçosa, com enormes janelas, sofás, mesa de reunião e lanchonete. Os médicos passam muito bem!
Eu comi 1 mini-pão francês com queijo branco e tomei suco de maracujá com adoçante. Isso, antes da cirurgia, para “forrar” o estômago, pois não sabia quantas horas ainda teria pela frente. Esta lanchonete para os médicos é bastante sortida! . |
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| Quando eu terminava meu lanche, o enfermeiro responsável pelo Centro Cirúrgico, veio avisar que o Luciano já estava sendo trazido. Voltei correndo, pois não queria perder nenhum detalhe, desde a entrada na sala de cirurgia, até a saída, para a sala de recuperação. Da maca, ele foi transferido para a mesa cirúrgica, bem mais estreita. Ele estava aparentemente calmo, enquanto era preparado pelo enfermeiro; até conversamos um pouco. |
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Um holter de pressão arterial foi colocado no seu braço direito, um oxímetro no dedão, para medir a quantidade de oxigênio no sangue e uma veia foi pulsionada no braço esquerdo, com soro e medicação. Nessa cama cirúrgica, ficamos com braços abertos, no formato de cruz. Os braços são levemente enfaixados e a barriga é presa também. Muitas pessoas ficam com uma péssima impressão sobre isso; que são amarradas na cama. |
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| Quero fazer uma explicação aqui: isso é necessário, pois a cama se movimenta e se inclina e o paciente não pode se mexer. Essa inclinação da cama é necessária, para que as vísceras desçam e facilite todo o processo. Eu já sabia disso, pois recebi essa explicação do Dr. João de Almeida, anestesiologista Chefe e responsável pelo Serviço de Dor Aguda do próprio Hospital. |
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Além das meias de compressão, o Luciano alugou um equipamento chamado de Botas Pneumáticas, que fica massageando as pernas, durante toda a cirurgia, as horas na sala de recuperação e são retiradas no quarto. Na época que eu operei, o Hospital Santa Rita não dispunha desse equipamento. Outros Hospitais, como o Albert Einstein e o Oswaldo Cruz já utilizavam. É para prevenir embolia. O Dr. Nestor chegou primeiro na sala cirúrgica e me explicou um pouco sobre o uso dessas botas pneumáticas. |
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| Eu pude perceber que o anestesiologista é importantíssimo durante todo o processo cirúrgico! Ele cuida da sedação, da entubação, da sonda gástrica que vai ser utilizada para o “azul de metileno”, mantém os níveis de sedação e depois, ele desperta o paciente, extuba, libera para a Sala de Recuperação e ainda, dá a alta para o quarto. |
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O único momento que fiquei um pouco agoniada, foi na hora da entubação. Eu tinha muito receio de acordar entubada, quando da minha cirurgia… O anestesiologista me explicou muito sobre como a sedação em pacientes obesos é mais difícil. No caso do Luciano, ele tem a boca pequena e o pescoço curto, além de obesidade mórbida. Todos esses fatores juntos, fizeram com que a entubação fosse mais delicada. |
| Eu fiquei com a impressão que o Luciano, quando começou a inalar o vapor, demorou bastante para apagar. Mas o anestesiologista disse que não demorou muito. O sedativo é aplicado pela veia. Ele também tomou Dormonid, que ajuda a dormir e tem efeito amnésico depois. |
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| O Dr. Elias foi muito simpático. Ele foi o último a chegar, pois estava em outra cirurgia. Ele se apresentou e perguntou se eu precisava de alguma coisa e se estava tudo bem.
Nesse momento, o Luciano já estava dormindo, já tinham colocado as meias e as botas. Estava tudo preparado, para o início da cirurgia. Todo o corpo é coberto pelos panos; apenas o campo cirúrgico fica exposto. As instrumentadoras estão montando a mesa e tem uma grande movimentação dentro da sala. Eu fico pelos cantos, pois não quero atrapalhar; porém, não quero perder nenhum detalhe! É hora de colocar a máscara no rosto, pois a cirurgia já vai começar. |
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Continua…
Cirurgia ao Vivo: relato completo e fotos – Parte II:
As fotos têm conteúdo um pouco mais forte.
Só veja, se você estiver realmente preparado!
Sugestão de leitura:

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2nd novembro, 2010
by Danny Mou
>> Diário Pessoal, 02/11/10
A 2ª parte do relato completo da GASTROPLASTIA POR VÍDEO que eu assisti, dentro do Centro Cirúrgico!
Se você ainda não viu a 1ª parte deste relato, clique aqui!
* Importante © Copyright: as fotos aqui publicadas foram devidamente AUTORIZADAS pelo paciente, pelos médicos e pelo Hospital. Favor não reproduzir sem a devida autorização! Passível de punição legal. Todos os direitos reservados.
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| Eu estava muito ansiosa e, ao mesmo tempo, me sentia completamente a vontade alí!
O primeiro furo é feito e, por ele, entra o aparelho que injeta o gás carbônico. Depois, por esse mesmo furo, entra a câmera. Uma médica fica o tempo todo ao lado do Dr. Elias, e movimenta a câmera. O Dr. Nestor fica do outro lado. Todas as operações são feitas com a presença de dois médicos cirurgiões. |
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Enquanto eles fazem os furinhos, eu fico olhando atentamente. É muito legal, pois não tem “campo aberto”, não tem sangue! Fica tudo muito limpo. Nem sei para onde olhar: se para o abdome ou se para o monitor de plasma!
Depois que todos os furos são feitos e os instrumentos colocados, começa a redução do estômago. O Dr. Elias me chama e passa a explicar todo o processo. Fiquei praticamente ao lado dele, até o final da operação. Uma curiosidade: eu sempre pensei que o estômago fosse vermelho, mas é rosinha claro! |
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| Vejo atentamente todo o equipamento. Minha curiosidade era muito grande, para ver o “famoso” grampeador e as cargas, que são diferentes para o estômago e para o intestino delgado. |
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O estômago é cortado e grampeado, ficando um pequeno reservatório, que será o “novo estomaguinho”. O anel é colocado aberto e costurado em volta. Um sonda que está passada pela boca, leva o primeiro teste do azul de metileno, para saber se existe algum vazamento. |
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| Está tudo ok e o Dr. Elias passa a trabalhar no intestino. Ele conta e faz o desvio de 1 metro. Uma outra coisa que eu não sabia: ele faz uma espécia de “barreira” com o intestino, ao lado do novo estomaguinho, para dificultar que ele se movimente e se cole ao estômago excluso. Já ocorreram alguns casos assim; mas são bastante raros. Os 2 estômagos se encontram e se reconectam. |
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O frasco escuro contém o Azul de Metileno
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Depois que toda a parte do intestino está pronta, é a hora do 2º teste com o azul de metileno. Com as pinças, o Dr. Elias vai fazendo todo o percurso intestinal, para verificar algum possível vazamento. A etapa final é a colocação do dreno, que fica um pouquinho para fora e são dados alguns pontinhos externos. O gás carbônico que foi injetado no começo, é retirado. |
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| A movimentação das pinças é fantástica! Dá para perceber que é preciso muito treino e prática para movimentá-las. Uma grande habilidade manual é exigida, para costurar através dos aparelhos.
A imagem é muito nítida e ampliada 20 vezes. Aqueles que ainda acham que é mais seguro ver diretamente dentro do abdome, não fazem idéia da visão que temos através dos aparelhos e monitor de excelente resolução! |
Monitor de plasma e imagem ampliada 20 vezes
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De tudo o que vi dentro da cavidade abdominal, a única coisa realmente horrível é a gordura que envolve os órgãos. Nossa, uma camada grossa, amarelada, realmente horrível de se ver. Perguntei para o Dr. Elias se essa gordura não podia ser retirada? Ele respondeu que com o emagrecimento, uma grande parte vai se dissolver. O fígado do Luciano estava um pouco aumentado, por causa da gordura. O Dr. Elias me mostrou isso e pude ver também o baço. |
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| Assim termina a parte do cirurgião principal. O Dr. Nestor, conclui a cirurgia. Ele já começa a fechar as pequenas incisões. Os aparelhos são retirados. Em pouco tempo, todos terminam e fica à cargo do anestesiologista despertar e extubar o Luciano. Ele demora muito para acordar. Mesmo o médico dizendo que ele já está respirando sozinho, ele continua muito sonolento e não acorda. |
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| Eu me lembro que quando ouvi a voz do Dr. João me despertando, já abri os olhos e me vi sendo transferida para a maca e chegando na Sala de Recuperação, que é exatamente ao lado do Centro Cirúrgico. |
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Mesa com os instrumentos cirúrgicos |
Mas o Luciano não abriu os olhos, pois estava muito sonolento. Não consegui mais falar com ele. Acompanhei sua ida para a recuperação, me despedi e dei mais uma passada no Descanço Médico, para fazer um lanchinho. Desta vez, optei por um mini-sanduíche de pão sírio com blanquet de peru e provolone derretido. |
| Não resisti e comi 3 bolachas Calipso cobertas com chocolate branco. Mas tinha muitas opções: gelatina, sorvete, bolo recheado com doce de leite, achocolatado, caqui e até uma saladinha. |
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| Depois do meu lanchinho, voltei para o vestiário, tirei a roupinha azul de médico; mas guardei a máscara descartável como recordação. Foi uma experiência simplesmente fantástica! AMEI cada momento. Aproveito para desmistificar duas coisas que já ouvi muito falaram por aí… Pelo menos as equipes do Instituto Garrido NÃO usam sonda urinária e muito menos fazem lavagem intestinal no paciente sedado. Eu já tinha perguntado isso para a Dra. Juliana, mas muitas pessoas insistem que esses procedimentos são costumeiros. Como cada equipe trabalha de uma maneira, posso assegurar o que EU VI e nada disso aconteceu! |
O grampeador sendo preparado |
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Eu e o Dr. Elias, após a cirurgia |
Esta gracinha é o anel de silicone! |
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Saí do Hospital plenamente realizada, afinal, eu tinha sido
“testemunha ocular” do RENASCIMENTO de uma pessoa!!!
Agora, leia o Depoimento do Luciano,
escrito 14 dias após a cirurgia.
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Sugestão de leitura:
2nd outubro, 2010
by Danny Mou
Escrito em 17/04/07 • 14 dias após a cirurgia

Meu nome é Luciano Tozato, 28 anos, 1,74 metros e no dia da cirurgia estava com 149,7 Kg, com IMC > 49 e, portanto, um obeso mórbido.
Ainda não sei como e nem porque me tornei um obeso mórbido. Por que não parei de engordar antes? Como pude chegar a esse peso? Até os meus 18 anos eu pesava 78 Kg, ou seja, eu era uma pessoa normal. Mas a partir de então, comecei a comer e beber desenfreadamente e fui ganhando quilos e mais quilos ao longo dos anos, intercalando com várias dietas que só me faziam mal, pois meu peso sempre “flutuava” em média 30 kg para cima e para baixo e depois voltava. Um verdadeiro ciclo vicioso que só quem passou a vida de dieta em dieta tomando “anfetaminas” sabe como é.
Quando eu parava de tomar os remédios, sempre voltava a engordar mais do que o meu peso original de quando iniciei a dieta. Meu maior problema nunca foi emagrecer, mas sim manter o peso depois dos quilos perdidos e continuar na dieta até chegar na meta.
Em agosto de 2004, eu pesava 121 Kg, e procurei o Instituto Garrido para saber mais sobre a tal “Cirurgia de Redução de Estomago”. Então, depois de uma série de consultas e exames, foi marcada minha cirurgia para outubro de 2004. O problema é que eu não estava preparado para ela, e fugi, literalmente, no dia da cirurgia. Eu estava com muitos medos e dúvidas, além disso, havia uma pressão muito forte de “amigos” e colegas de trabalho dizendo que a cirurgia para uma pessoa jovem era uma grande besteira e que eu estava sendo preguiçoso e acomodado em escolher, segundo eles, o caminho mais fácil e radical demais.
Resultado disso é que eu continuei a engordar até chegar aos 149,7 Kg em dezembro de 2006. Minha dieta era composta por excesso de gordura e carboidrato, principalmente de pizzas, cheeseburgers, massas e muito, mas muito chocolate, refrigerante e sorvete. Praticamente, eu havia abolido frutas, folhas e vegetais da minha dieta. As únicas coisas que eu comia, muito esporadicamente, era banana, tomate e rúcula.
Eu sofria muito de dores nas pernas, na coluna, e tinha refluxo todas as noites. Fora isso, eu roncava como um “urso polar”.
Até que em janeiro de 2007, resolvi por conta própria procurar o Instituto Garrido mais uma vez para me submeter a gastroplastia de uma vez por todas (coisa que eu já deveria ter feito em 2004, mas não estava preparado psicologicamente para fazer). Refiz todos os exames, e passei por todas as consultas e palestras. Dessa vez, procurei ajuda psicológica com a Dra. Aída Franques, o que fez toda a diferença desta vez, pois me senti mais confiante e disposto a encarar a realidade dos fatos: ou eu faço a gastroplastia e emagreço gradativamente ou vou morrer de alguma doença ligada à obesidade mórbida antes do 40 anos!!!!!
Foi então marcado o dia do meu renascimento: 03 de abril de 2007. Com muita alegria, confiança e paz no coração, cheguei ao Hospital acompanhado de minha esposa. Logo nos encontramos com a Danny Mou.
As fotos da minha cirurgia estão disponíveis neste site, e elas têm a intenção de encorajar as pessoas que ainda estão receosas em fazer a cirurgia e principalmente esclarecer tudo àqueles mais desinformados que são contra a gastroplastia.
Eu agradeço muito a Deus que me proporcionou esse “rebirth”, a minha família que me ajudou e apoiou, a minha querida esposa que esteve comigo o tempo todo, aos excelentes profissionais do Instituto Garrido e do Hospital Santa Rita, e um agradecimento especial para a Danny Mou, que através desse site vem prestando um serviço maravilhoso à sociedade brasileira e às pessoas que estão desesperadas em busca de qualidade de vida e saúde.
O site Bye Bye Gordura perguntou para o Luciano…
1) Você está preparado para mudar os hábitos alimentares?
Resposta: O grande segredo da cirurgia bariátrica é recomeçar direito. Se é necessário ficar 30 dias em dieta liquida para cicatrizar o novo estômago, NÃO há motivo para contrariar as recomendações médicas. Depois de sofrer uma cirurgia de grande porte, ficar 30 dias só no liquido (sem comer nada), NÃO faz sentido voltar ao velhos hábitos alimentares. Meu novo estomago não merece mais “junkie food”. Chega de cheeseburgers, milkshakes, doces, refrigerantes, etc. BASTA!!!! Foram 27 anos da minha vida comendo coisas que me fizeram engordar e debilitar minha saúde. Agora tenho a chance de recomeçar: bem-vindo peixes magros, carnes magras, frutas, legumes, cereais integrais, sucos naturais, etc. Tudo com moderação e sem radicalismos. Tenho a chance de ter o corpo que eu nunca tive e que sempre sonhei…. Vale a pena recomeçar direito!
2) Quais mudanças / melhorias, você acha que o emagrecimento trará para sua vida?
Resposta: O emagrecimento já trouxe melhorias na minha qualidade de vida. Em apenas 15 dias de operado, eu perdi 10% do meu peso inicial (149 Kg) e já consigo dormir melhor, sem roncar e sem ter refluxo. Já estou com mais disposição para fazer as coisas do dia-a-dia, estou com mais flexibilidade. E estou tendo uma excelente recuperação. Isso é só o começo. Logo mais começarei a perder minha roupas de gordo (acho que essa será a melhor parte). Minha auto-estima já está alta e aumentará cada vez mais. Acho que até mesmo no ambiente de trabalho, as pessoas vão começar a me “respeitar” mais e a levar mais em consideração as minhas idéias. Hoje em dia, um obeso é discriminado no trabalho pois passa às outras pessoas, a imagem de ser uma pessoa sem energia, fraca, cansada. Isso vaiu acabar para mim. E será maravilhoso.
3) O apoio psicológico “antes & depois” da cirurgia, está sendo importante para você?
Resposta: O apoio psicológico foi primordial antes da cirurgia. Eu cheguei no dia da operação totalmente confiante, sem medos, passando tranquilidade para todas as pessoas que estavam a minha volta. Após a cirurgia, o apoio psicológico será ainda mais importante pois muitas coisas vão mudar na minha vida, e eu precisarei estar pronto para lidar com essas mudanças. Não serei mais um obeso e não sei como serão minha novas relações interpessoais no trabalho, em casa, na igreja, na praia, no restaurante, no cinema, no ônibus. As pessoas terão um comportamento diferente em relação ao meu novo EU, e eu terei uma relação diferentes também com elas. Além disso, como será o dia em que eu entrar em uma loja de calças jeans (coisa que eu não tenho hoje) e puder comprara uma calça jeans novinha?? Eu ainda não sei como serão todos esses sentimentos e como vou responder a eles, portanto é aí que entra a papel do profissional de psicologia. Resumindo: o apoio psicológico antes & depois é de demasiada importância para o tratamento da obesidade.
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