Depoimento: Patrícia Pessoa (SP) 

Nome: Patrícia Pessoa
Cidade: São José dos Campos – SP
Data da Cirurgia: 14/11/2006
Tipo: Capella Aberta com anel
IMC Antes: 41
Peso Antes:106Kg
Médico: Dr. Kikko
Convênio: Unimed
Resultados: 50Kg no total
Meta: ultrapassada em 8Kg, agora deseja somente manter
Nasci uma criança “normal” ou seja, sem sobrepeso e fui assim “normal” até os 13 anos. Porém, nessa época, muitos fatos aconteceram. Talvez o mais forte deles, foi me dar conta de que meu pai era alcóolatra e minha entrada na adolescência… Isso e outros fatos, me levaram a comer, possivelmente por fuga dos problemas. Enfim, engordei. Aos 17 anos fiz um regime e consegui ficar com 56 kilos; ótimo para os meus 1,60 de altura. (é o peso que voltei a ter hoje com a gastroplastia).
Bom, nessa época comecei a namorar sério meu marido e possivelmente relaxei com relação ao peso, pois ele nunca se importou. Perdi meu pai de câncer um tempo depois e acabei me casando aos 23 anos. Já casei gordinha… Tive duas filhas lindas, aos 25 e aos 29 anos. E o peso aumentando… Na segunda gravidez, cheguei aos 120 kilos. Terrível, um monstrinho! rsss
Bom, logo depois, meu marido recebeu uma proposta pra trabalhar em outro estado e eu larguei meu trabalho, pois precisava cuidar de mim. Fui com ele e minhas filhas de “mala e cuia” pra outro estado. Lá, por um ano fiz dieta e exercícios e perdi 30 kilos ficando então com os 90 kilos. Ainda muito pesada para minha altura. Mas voltando ao meu estado, ainda consegui manter meu peso por 3 anos, mas nada de abaixar, e freqüentando academia. Apesar de ainda acima do peso, me sentia muito bem com meu corpo, tanto que de fazer exercícios demais, danei com meu joelho e tive que parar de fazer exercícios.
Em 2006, com um ano sem exercícios e sem trabalhar, então o resultado foi que engordei 16 kilos e cheguei então aos 106 e IMC=41. Me apavorei, pois entrei novamente na obesidade mórbida e não queria isso pra mim, aos 35 anos. Isso estava me deixando depressiva, irritada, triste, enfim… e tomei a decisão… Felizmente, tive apoio da minha família e dos amigos e fui em frente. Larguei tudo pela cirurgia, pois sabia que isso era o que eu tinha que fazer pra recomeçar minha vida.
No dia 14 de novembro de 2006 eu estava operando – capella aberta com anel – e a vontade e certeza de que a cirurgia era o caminho pra eu me reeducar com a alimentação era tanta que tudo deu certo pra mim. Não tive dores, minha cicatriz é ótima, emagreci com saúde, faço semrpe acompanhamento dos meus exames, não tive queda de cabelo, não tenho rejeição a nenhum alimento e hoje eliminei os 50 kilos que estavam em excesso e nunca tive platô. Nesse tempo entalei algumas vezes por pura falta de atenção. Por isso quando estou almoçando ou jantando faço dessa hora “a minha hora” pois preciso de paz e tranqüilidade para almoçar. Se me sinto estressada ou ansiosa como coisas mais fáceis, assim nem corro o risco de entalar. Enfim aprendi a me cuidar e dar prioridade para as minhas necessidades.
Hoje eu faço acompanhamento com um nutrólogo, que desenvolve uma dieta especifica pra mim, pensando também na minha parte física junto aos profissionais da academia que me acompanham na musculação. Já fiz aula de dança e Step, ando de bike, de patins (que era um sonho que eu tinha), já andei até no patinete da minha filha. Fiz aula de boxe e ganhei uma corrida de Mountain Bike em primeiro lugar.
A cirurgia está fazendo uma mudança na minha vida, mas acredito que a principal mudança é a nossa cabeça. Pois nossos problemas, que nos faziam atacar a comida, ainda existem. Só que não temos mais essa válvula de escape, então precisamos ser fortes e conscientes, para enfrentar os problemas e viver. Não é fácil… O mais fácil pra mim foi a cirurgia e a recuperação, o difícil está sendo me redescobrir, saber o que quero, o que sou. Pois, infelizmente, a gente se deixa de lado quando está acima do peso. Mas as pessoas que te cercam, acostumam com o seu jeito de ser passivo e têm dificuldades pra aceitar que hoje você tem desejos e vontades que antes estavam adormecidos. Você começa a lidar com coisas que não existiam antes, como a inveja alheia. Por isso tem que se amar acima de tudo e lutar pelo seu lugar ao sol.
Quando me perguntam: devo fazer a cirurgia? Eu respondo: só você pode saber. Depende do que quer pra sua vida. A minha não estava boa, eu decidi arriscar e não me arrependi. Mas o sucesso dela só depende de você, da sua consciência e da sua força de vontade! Então se é isso que você quer, vai em frente e conte comigo.
Meu e-mail: patriciacpessoa@uol.com.br
Meu site: www.gastroplastia.zip.net
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