Mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso!

6th julho, 2015 by Danny Mou

A cirurgia bariátrica é uma das alternativas para o tratamento de pessoas que apresentam IMC superior a 40 ou acima de 35 com mais uma comorbidade, como diabetes ou pressão alta!

Uma pesquisa realizada pela Bariatric Surgery Worldwide aponta que 1,7 bilhão de pessoas no mundo sofrem com o excesso de peso e obesidade. O Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias de redução de estômago, chegando, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a 72 mil cirurgias em 2012, perdendo apenas para os Estados Unidos que, no ano de 2003, realizaram cerca de 150 mil procedimentos do gênero. Dados da pesquisa do VIGITEL (Vigilância de Fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico) revelaram que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e 17,5% são obesos.

Segundo o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Jose Luis Lopes, o risco durante a cirurgia bariátrica é menor que 2%. “Por outro lado, os problemas de não fazer e continuar obeso são muitos, como o de desenvolver pressão alta, diabetes, dislipidemia (colesterol e/ou triglicérides altos), artropatias (doenças articulares por desgaste) e apneia do sono (alteração na respiração durante o sono). Esses riscos acarretam na diminuição da expectativa de vida do paciente”, alerta.

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A cirurgia

Existem três tipos de cirurgia: restritiva, caracterizada pela diminuição da quantidade de alimentos que entra no trato gastrointestinal, mal absortiva, que reduz a capacidade de absorção do intestino, e mista, que utiliza as duas técnicas. A mista (bypass em y de Roux) é a mais equilibrada e com bons resultados a curto e longo prazos.

Inicialmente, a cirurgia é indicada para pessoas que apresentam índice de massa corporal (IMC = peso/ altura x altura), superior a 40 ou acima de 35 com pelo menos uma comorbidade (diabetes, pressão alta etc.). “A cirurgia não deve ser vista como último recurso, mas usada precocemente para evitar a progressão de doenças relacionadas à obesidade, auxiliando a aumentar a longevidade e qualidade de vida das pessoas”, esclarece Lopes.

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Mude os hábitos de vida

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em média, metade dos pacientes que passam pelo procedimento voltam a engordar parcialmente e cerca de 5% das pessoas recuperam o peso que tinham antes de fazer a cirurgia.

“Mesmo depois da cirurgia, é importante que o paciente tenha uma mudança nos hábitos alimentares e comece a fazer exercícios físicos, visando uma melhor qualidade de vida”, recomenda o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, José Luis Lopes.
Fonte: José Luis Lopes, gastroenterologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

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Gastroplastia: O que vem depois da redução de peso?

6th novembro, 2014 by Danny Mou

Esta é uma pergunta importante para quem realizou cirurgia bariátrica. Muitas vezes os pacientes ficam tão focados no objetivo de perder peso que quando o ponteiro da balança para de cair não sabem como seguir adiante.

Para Nikki Massie, esta é a adolescência bariátrica: um período em que muitas mudanças acontecem e podem acabar por deixar os pacientes angustiados e inseguros com o tratamento, abrindo espaço para hábitos que foram deixados para trás ressurgirem.

Assim, a pergunta que abre o texto ganha nova força: o que acontece depois da redução de peso?

Veja o que Nikki, paciente bariátrica e colaboradora do site ObesityHelp.com, tem a dizer:

“Adolescência bariátrica. Acho que este termo não existe, mas é como eu chamo o período em que você não é mais um novato no tratamento cirúrgico da obesidade nem um veterano no pós-operatório.

Muitas coisas importantes acontecem nesta fase. Para muitos, a redução de peso diminui significativamente e os estresses da vida começam a reaparecer. É neste período que aparecem buracos nas histórias que você contava a si mesmo até aquele ponto.

Quando cheguei neste estágio tive um caso sério com o “pra quê isso?”. Quando se está perdendo peso praticamente sem esforço (ou consistentemente) é fácil manter a motivação para se exercitar, ingerir vitaminas e tomar água.

Mas e quando a balança para e não abaixa por nada? O que você diz a si mesmo sobre aquelas coisas que eram tão fácies de fazer antes? É uma coisa estranha, não é? Há apenas algumas semanas fazer exercícios era prazeroso e divertido, mas agora é algo pesado e parece uma perda de tempo. Pra quê isso se a balança não vai abaixar?

Há algumas semanas carboidratos e junk food não tinham poder sobre você. Mas agora talvez você esteja assustado e inseguro, precisando de algo que o faça se sentir bem. Biscoitos costumavam te fazer ficar bem e, além disso, se o peso não vai diminuir – ou pior, se você está fadado ao reganho – qual o problema de um pequeno biscoito?

Viu como a história começa a mudar? Eu sei que alguns de vocês estão balançando a cabeça e dizendo “comigo não, nunca!”. E talvez seja assim mesmo. Mas não julgue os outros! Muitos pacientes em pós-operatório são complacentes porque eles contaram a si mesmos a história do “medo do fracasso”. Você deve fazer tudo perfeitamente e tudo irá funcionar. Caso contrário, haverá o fracasso. Para estas pessoas é muito confuso quando se faz tudo corretamente e ainda assim o tratamento parece estagnar.

Em minha opinião, sua história sobre a perda de peso e sua vida deverá mudar eventualmente para uma nova fase. A balança irá parar de se mover para baixo (e isso é esperado), mas nós ficamos tão focados na história de que estamos em uma missão para perder peso que não pensamos em qual será a próxima história que iremos viver. O que vem após a perda de peso?

Para mim isto era um grande problema. A balança havia parado de se mover e eu ainda não estava preparada para deixar a fase da perda de peso para trás. Então, entrei em pânico. Reganhei peso para recriar a necessidade de perdê-lo novamente. Minha teoria é que esta recusa em seguir em frente está por trás de muitas histórias de auto-sabotagem em pacientes no pós-operatório.

Mas algo em minha perspectiva, minha história, mudou. Eu acho que foi quando o meu peso no pós-operatório atingiu o pico de 93 kg e eu olhei uma foto em que estava com 78 kg, meu peso mais baixo. Eu pensei que estava tão grande! Mas na verdade eu estava magra, em forma. Comecei a pensar: e se eu fosse feliz do jeito que estava? Foi então que ficou aparente para mim qual é a fase após o período de perda de peso.

Atualmente obedeço ao plano de cirurgia bariátrica não para perder peso ou chegar a algum lugar, mas para manter o que eu já trabalhei para conquistar. Não se engane, ainda há maneiras de melhorar, mas agora eu sei que eu tenho que fazer pelo menos o mínimo se eu quiser me manter como estou – saudável, forte e muito menor do que eu era antes da cirurgia.

Eu não quero dizer que esta história se repete para todos os adolescentes bariátricos. Mas para quem está nesta fase, anime-se. Isso já aconteceu antes e vai acontecer novamente. Você não está sozinho. Somos todos peixes na mesma lagoa, tentando compreender o que fazer a partir daqui.”

Nikki Massie escreve no Bariatric Foodie, um blog sobre cirurgia bariátrica que ajuda pacientes a aprenderem a “brincar com a comida” para o sucesso do tratamento. Nikki também já escreveu três livros sobre o assunto.

Compreender que a Cirurgia Bariátrica não é uma questão de redução de peso, mas de mudança de estilo de vida ajuda a seguir em frente.

Fonte: sbcbm.org

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Cérebro pode se beneficiar da perda de peso pós cirurgia bariátrica, aponta estudo brasileiro

29th agosto, 2014 by Danny Mou

Um estudo da Universidade de São Paulo tem sido destaque na imprensa internacional. Seria o primeiro estudo a acompanhar o funcionamento do cérebro em pacientes antes e depois de uma cirurgia de perda de peso. Seus resultados sugerem que o cérebro, de fato, se beneficia da cirurgia bariátrica, embora os efeitos medidos ainda sejam considerados modestos.

Vale lembrar que estudos têm demonstrado declínio da função cerebral em pessoas obesas e uma maior associação com algum tipo de demência. Em comparação com as pessoas magras, aqueles que estão acima do peso são 26% mais propensos a desenvolver algum tipo de demência e aqueles que são obesos são 64% mais propensos desenvolver doenças desse tipo.

No estudo brasileiro, os pesquisadores recrutaram dezessete mulheres com obesidade grave que planejavam fazer o bypass gástrico, um procedimento que reduz o estômago e desvia alimentos, passado uma boa parte do intestino delgado, a fim de reduzir a quantidade de calorias e nutrientes que o corpo pode absorver a partir de alimentos.

O índice médio de massa corporal para as 17 mulheres foi de 50,1. Seis meses após a cirurgia, o IMC médio caiu para 37,2 – ainda alto o suficiente para ser classificado como obeso.

Antes de se submeterem à cirurgia, as mulheres realizaram um teste de QI e seis testes adicionais para avaliar memória e função executiva (como o Stroop Color Test, o Teste de Wisconsin e da Figura Complexa de Rey Test). Eles também deram amostras de sangue e fizeram PET para que os pesquisadores pudessem medir a atividade metabólica no cérebro. Todos os testes foram repetidos seis meses após a cirurgia.

Outro grupo de 16 mulheres serviu de grupo de controle. Suas idades e níveis educacionais eram essencialmente os mesmos que para as mulheres obesas, mas seus IMCs eram muito mais baixos (22,3, em média). As mulheres magras fizeram todos os mesmos testes que as mulheres obesas.

Descobriu-se que as mulheres em ambos os grupos se saíram igualmente bem em testes cognitivos. Mas, em comparação com os resultados iniciais, as mulheres obesas melhoraram em um dos testes – o Trail Making Test – depois da cirurgia.

As diferenças em imagens do cérebro foram mais pronunciadas. Antes das cirurgias, os cérebros das mulheres obesas pareciam estar trabalhando mais do que os cérebros de mulheres magras. Isso era especialmente verdadeiro em áreas do hemisfério direito que se tornam ativas quando as pessoas têm de compensar o declínio cognitivo, explicam os pesquisadores. No entanto, após as cirurgias, estas diferenças “não eram mais notadas”, acrescentaram.

“Quando estudamos mulheres obesas antes da cirurgia bariátrica, encontramos algumas áreas de seus cérebros metabolizado açúcares em uma taxa maior do que as mulheres de peso normal”, disse a diretora da Abeso, Cintia Cercato, que orientou o estudo pela Universidade de São Paulo. “Em particular, a obesidade levou à atividade alterada de uma parte do cérebro relacionada com o desenvolvimento da doença de Alzheimer. A cirurgia bariátrica inverteu esta atividade, nós suspeitamos que o procedimento pode contribuir para a redução do risco de doença de Alzheimer e outras formas de demência”, destaca Cintia.

No geral, os pesquisadores concluíram que ser obeso aumenta o risco de doença de Alzheimer, em porcentagem semelhante ao efeito de ter a versão e4 do gene APOE. Embora seja impossível mudar o seu gene APOE, a boa notícia para os obesos é que eles provavelmente podem reduzir o risco de demência. “Nossos resultados sugerem que o cérebro é outro órgão que se beneficia com a perda de peso induzida pela cirurgia”, disse Cintia.

O estudo da Universidade de São Paulo foi publicado terça-feira (26) no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, e é resultado da tese de Emerson Leonildo Marques, com orientação de Cintia Cercato; e teve a participação dos pesquisadores Alfredo Halpern, Marcio Mancini, Maria Edna de Melo, Nídia Celeste Horie, Carlos Alberto Buchpiguel, Artur Martins Novaes Coutinho, Carla Rachel Ono, Silvana Prando, Marco Aurélio Santo, Edécio Cunha-Neto, Daniel Fuentes. Fonte: ABESO

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Bye Bye Gordura no Blog da Sther

5th junho, 2011 by Danny Mou

>> Diário Pessoal, 05/06/11

Quarta-feira passada, tive uma grande e deliciosa surpresa! O Blog da Sther, empresa parceira e amiga aqui do Blog, fez uma postagem especial sobre o Bye Bye Gordura! Nossa, eu fiquei muito contente e emocionada com esta demonstração de carinho e quero agradecer, de ♥♥coração♥♥! :)

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Vejam a postagem completa AQUI!

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Livros – parte 2

24th agosto, 2010 by Danny Mou

>> Diário Pessoal, 24/08/10

Em 2008, publiquei aqui no Blog uma lista bem legal de Livros sobre obesidade, gastroplastia e alimentação. Recentemente, navegando pela rede, encontrei alguns outros títulos que parecem bem interessantes e fiz uma nova listagem. Espero que gostem! ;)

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Obesidade e sofrimento psíquico – Realidade, conscientização e prevenção

Autora: Patricia Vieira Spada

Obra introduz o leitor no universo emocional da obesidade, testemunhado pela autora durante sua longa experiência clínica em psicanálise, assim como em pesquisas acadêmicas.

O ato de comer demais pode mascarar o sofrimento do indivíduo diante da possibilidade de se defrontar com diferentes conflitos psíquicos, negligenciados ou minimizados tanto pela família quanto pela própria pessoa obesa. Ao ser compelido e até estimulado a repetir o mesmo comportamento que prejudica e impede de adotar hábitos alimentares e psicológicos saudáveis, o indivíduo sente solidão, impotência e desesperança.

Este livro decifra os enigmas psíquicos subjacentes à obesidade que não só seduzem, mas também sabotam de modo grave a qualidade de vida do indivíduo. Ao mesmo tempo, também mostra como os envolvidos, obesos ou não, ampliam as possibilidades de renovação espiritual, mental, emocional e física ao vivenciarem essa difícil experiência.

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Tratando de Obesidade, suas causas e efeitos
Autora: Maria Tereza Zanella

Quando se nota um aumento significativo de peso, deve-se analisar primeiramente se ocorreu alguma mudança no estilo de vida. Será que houve diminuição das atividades físicas? Ou haverá algum fator emocional afetando a alimentação? Se as respostas não justificam o aumento de peso, provavelmente há o fator genético agindo como causa. Tratando de Obesidade esclarece o que é esse distúrbio, quais são seus sintomas e fatores desencadeantes e quais são os tratamentos disponíveis. Este guia reúne informações importantes para o conhecimento do problema e os possíveis caminhos para o tratamento. Além disso, apresenta preciosas dicas de hábitos saudáveis para manter a saúde e o bem-estar.

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Vencendo a Obesidade
Autor: Robson Rodovalho

A obesidade é resultado de desequilíbrios que, corrigidos, resultarão em saúde, no sentido amplo da palavra. Isso poderá ser sentido em mais disposição, criatividade e, principalmente, uma vida mais longa. Neste livro você encontrará orientações práticas, princípios e dicas muito importantes sobre como construir sua saúde, através do equilíbrio entre alimentação, descanso e exercícios físicos. A saúde e a doença nem sempre são resultado do acaso, mas de princípios corretos, que se aplicados, trarão suas conseqüências, positivas ou negativas em nossas vidas. Este livro irá tirá-lo de uma cultura de erros alimentares ou da herança deixada por nossos pais sobre alimentação e saúde, e colocá-lo sobre bases sólidas e científicas a esse respeito. Inclui dicas de alimentação, com receitas, e programa de exercícios, para uma vida feliz, ativa e saudável. Vencendo a Obesidade é a prova de que uma vida saudável é possível com bom-senso, sem que seja necessário recorrer a fórmulas mágicas e torturantes para se obter boa aparência e vitalidade.

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OBESIDADE – Prevenindo e controlando a epidemia global
Autor: Oms – Organização Mundial Da Saúde

O sobrepeso e a obesidade representam uma ameaça para a saúde nas populações em um número crescente de países. As comorbidades da obesidade incluem cardiopatia coronária, hipertensão e acidente vascular cerebral, alguns tipos de câncer, diabetes melito não dependente de insulina, colecistopatias, dislipidemia, osteoartrite, gota e doenças pulmonares, inclusive apnéia do sono. Além disso, os obesos sofrem preconceito social e discriminação por parte não apenas do público em geral, mas também de profissionais de saúde, o que pode torná-los relutantes em procurar assistência médica. A OMS, portanto, convocou um Conselho sobre obesidade para revisar as informações epidemiológicas atuais e seus fatores contribuintes. Neste livro, os métodos para o tratamento da obesidade são descritos, incluindo controle dietético, atividade física e exercício, e drogas anti-obesidade, com a cirurgia gastrointestinal sendo reservada para casos extremos.

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Por que comemos o que comemos?
Autor: Fernando Zucoloto

Os principais pontos do livro estão centrados na questão da alimentação, inclusive desde que descemos das árvores até a discussão atual sobre os alimentos transgênicos e também a “indústria da obesidade”, que já observamos denúncias e alertas no filme Super size me, por exemplo. Na verdade, trata-se de uma história com viés antropológico e biológico da alimentação humana. Não é um livro extenso, mas um guia para o entendimento daquilo que comemos, comíamos e quem sabe venhamos a comer.

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Transtornos alimentares e obesidade
Autores: Maria Angélica Nunes, José Carlos Appolinário, colaboradores

Esta nova edição de Transtornos alimentares e obesidade, o primeiro livro-texto brasileiro dedicado ao assunto, reúne mais de 50 profissionais com atuação reconhecida no tratamento desses transtornos. Entre outros tópicos, os autores descrevem os comportamentos e as emoções das pessoas na sua relação com a alimentação, como esses transtornos se desenvolvem, seu impacto na saúde e suas conseqüências sociais e psicológicas.

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