Síndrome da Fome Noturna

16th dezembro, 2014 by Danny Mou

Problema faz com que muitas pessoas passem o dia sem comer,
mas sintam fome durante a noite

Definindo a síndrome
A Síndrome da fome noturna foi descrita na década de 50 e, de acordo com os autores que a relataram pela primeira vez, as suas principais características são o excesso de fome noturna – a hiperfagia, – que leva a um consumo alto de calorias neste período; a ausência de fome pela manhã, normalmente com pouca ingesta ou ausência de desjejum, e os problemas de sono, principalmente a dificuldade para começar a dormir (insônia inicial).

Acredita-se que a Síndrome da fome noturna está presente em até 25% da população com aumento de peso. Ela é muito mais comum do que se imagina! Ainda não está claro, contudo, quais os fatores que a desencadeiam, mas parece que há um desbalanço em alguns fatores de regulação neuroendócrina relacionados ao ritmo circadiano.

Vamos explicar melhor. Alguns hormônios como a melatonina, que é liberado durante o sono, genes do nosso organismo (os chamados “clock gens”), juntamente com a serotonina, sabidamente têm ação no controle do ritmo circadiano.

O ritmo circadiano nada mais é que o equilíbrio que ocorre no nosso organismo durante a noite e o dia, ou durante o sono e a vigília e todos os ajustes que se fazem necessários em nosso corpo para que isto ocorra. E justamente aí esta o problema: um descompasso entre a melatonina, os clock genes e a serotonina fazem com que as pessoas com a Síndrome da fome noturna acabem tendo fome à noite, perda do apetite de dia e problemas com o sono.

Curiosamente, essas pessoas preferem alimentos muito calóricos, ricos em gorduras e com baixo índice de fibras. Os cientistas acham que estes tipos de alimentos, como os chocolates, conseguiriam ativar de maneira mais eficaz os centros do prazer no cérebro, por isto a preferência.

Quem tem maior chance de desenvolver a Síndrome da fome noturna?
Embora tanto homens quanto mulheres possam ser acometidos, alguns estudos demonstram uma frequência discretamente maior em homens. A maior predisposição à síndrome tambem está associada a distúrbios do humor (normalmente quadros de depressão e ansiedade) e em pessoas que já apresentam fatores que interferem no ritmo circadiano, como por exemplo os trabalhadores noturnos (seguranças, profissionais de saúde, bombeiros, policiais, etc.).
Complicações

O principal problema da síndrome da fome noturna está relacionado ao aumento de peso e suas consequências – como apressão alta, diabetes , alteração de colesterol -, que fazem parte do que chamamos de síndrome metabólica – a maior causa de mortalidade em todo o mundo.

Pessoas que trabalham em turnos alternados têm padrões diferentes de sono durante as 24 horas devido às mudanças na sincronização dos seus ritmos corporais com o ciclo de claro e escuro. Essas alterações de sono já foram associadas a distúrbios metabólicos, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, dentre outros. Em amplos estudo realizados, observou-se que a obesidade era mais comum nas pessoas que trabalhavam em turnos noturnos, em comparação com pessoas que só trabalhavam em turnos diurnos. Além disto, esses trabalhadores apresentavam aumento de gordura no sangue (triglicérides) e diminuição do colesterol bom. Em outros estudos, demonstrou-se que pessoas que trabalham de noite também apresentam aumento de açúcar no sangue, colesterol, pressão arterial, circunferência abdominal e Índice de Massa Corporal (IMC).

Tratando o problema
Existem várias opções de tratamento para a Síndrome da fome noturna, mas, basicamente, duas abordagens são necessárias A primeira opção é o tratamento comportamental – com psicoterapia e mudanças de hábitos de vida -, mas, em algumas situações, o endocrinologista precisa introduzir medicação. Algumas dicas podem ajudar a atenuar o problema são:

- Não fique em jejum pela manhã. Fazer café da manha regularmente é fundamental;

- Fracione bem a alimentação durante o dia;

- Tenha horários regulares para se alimentar (não mudar muito os horários de comer);

- Prefira alimentos com baixo índice glicêmico (produtos integrais) durante todo o dia e principalmente à noite;

- Coma lentamente e sem fatores de distração, como a televisão, principalmente no período noturno;

- Evite qualquer fator que possa influenciar no sono noturno, como a ingestão de cafeína após as 18h, por exemplo, ou atividade fisica logo antes de deitar;

- Tente ter regularidade de sono, evitando trabalho em turnos, e dormir pelo menos 6 horas por noite;

- Evite ter alimentos de alta densidade calórica disponíveis em casa.

Em resumo, embora ainda pouco reconhecida, a Síndrome da Fome Noturna é um problema que acomete muitas pessoas e deve ser identificado o quanto antes, seja pelo próprio paciente e seus familiares, ou pelo endocrinologista. Pequenas mudanças no estilo de vida e, às vezes, medicação podem trazer grandes benefícios. Fonte: Portal Minha Vida

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Hormônio que diminui a fome é ineficaz em obesos

23rd agosto, 2013 by Danny Mou

Pesquisa concluiu que pessoas com obesidade não respondem ao glucagon, responsável por reduzir a ação de hormônios ligados ao apetite!

O hormônio conhecido como glucagon é um dos responsáveis por ajudar a controlar o apetite das pessoas. No entanto, ele perde a sua capacidade de ativar a sensação de saciedade em obesos, segundo revelou um novo estudo feito na Alemanha. A descoberta, que pode ajudar a explicar a grande dificuldade que indivíduos com excesso de peso têm em emagrecer, foi publicada nesta terça-feira no periódico The Endocrine Society Clinical Endocrinology & Metabolism.

O glucagon é secretado pelo pâncreas e a sua principal função no organismo é sinalizar ao corpo que os níveis de glicose no sangue estão baixos e que é preciso liberar o açúcar que está armazenado. É um papel oposto ao da insulina, hormônio também secretado pelo pâncreas, mas que tem como função diminuir a taxa de glicose na corrente sanguínea quando ela está alta.

Há cada vez mais evidências de que o glucagon também desempenha um papel importante na regulação do apetite. Aparentemente, ele envia ao corpo o sinal de que é preciso reduzir a secreção de hormônios que aumentam a fome, como a grelina. “Uma vez que uma pessoa se torna obesa, o glucagon não as induz mais à sensação de saciedade”, diz o coordenador do estudo, Ayman Arafat, pesquisador do Charité-University Medicine, em Berlim, um dos maiores hospitais universitários da Europa.

A pesquisa de Arafat foi feita com 11 pessoas obesas, 13 pessoas com diabetes tipo 1 e 13 pessoas saudáveis e magras. O objetivo de analisar indivíduos com diabetes tipo 1 era saber se esta doença interfere na ação do glucagon. Isso porque, em pessoas com a condição, o pâncreas não produz quantidade suficiente de insulina, então os pesquisadores queriam saber se a doença também prejudicava a produção do glucagon — o que não aconteceu. Ou seja, os problemas com a resposta a esse hormônio acontecem exclusivamente devido ao excesso de peso.

No estudo, os participantes receberam injeções de glucagon e de placebo. Eles relataram se estavam com fome e a equipe também analisou seus níveis de grelina para medir o apetite dos voluntários. De acordo com os resultados, a sensação de saciedade entre os participantes obesos foi a mesma tanto quando eles receberam o glucagon quanto o placebo. Ou seja, eles não responderam ao hormônio. No entanto, os outros voluntários relataram sentir significativamente mais saciedade quando receberam o hormônio em comparação com o placebo.

“Embora agentes que influenciam o glucagon e outros hormônios sejam considerados como um caminho promissor para as pesquisas sobre obesidade, o nosso estudo sugere que terapia envolvendo o glucagon pode ser ineficaz em reduzir o apetite de pessoas obesas”, diz Arafat. Fonte: Veja Saúde

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Em SP, 45% das crianças estão acima do peso!

18th abril, 2013 by Danny Mou

Quase a metade das crianças e dos adolescentes paulistanos está acima do peso, de acordo com uma pesquisa que tirou medidas de 476 jovens em mutirões em parques, estações de metrô e escolas estaduais.

Dados nacionais da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), divulgados em 2010 pelo IBGE, mostram que, no país, um terço das crianças de 5 a 9 anos está acima do peso. No Sudeste, a proporção é maior, de 40%.

O estudo faz parte do programa de reeducação alimentar “Meu Pratinho Saudável” que, em São Paulo, tem o apoio do governo estadual.

Ana Paula Alves, coordenadora da divisão de nutrição do Instituto da Criança do HC, afirma que o objetivo do programa é orientar crianças sobre como montar uma refeição saudável.

O ideal, segundo o projeto, é preencher metade do prato com verduras e legumes, um quarto com carboidratos e dividir o restante entre proteína e leguminosas, como feijão e lentilha.

Em um projeto-piloto desenvolvido em uma escola estadual de São Paulo, a nutricionista conta que os estudantes usaram peças de resina imitando os alimentos para mostrar como montariam seus pratos.

“Era sempre metade ou mais de arroz e feijão. Verdura nem aparecia. Elas diziam: ‘Meu pai não compra, meu pai não gosta’. Como você vai falar da importância disso se você não consome?”

O objetivo, diz Alves, é levar a informação às escolas, passando os conceitos também para o corpo docente.

A experiência das escolas nos EUA, onde os índices de obesidade são ainda mais altos que os brasileiros, mostra que, se houver uma política consistente, é possível obter resultados positivos.

Pesquisas recentes mostraram que grandes cidades americanas conseguiram reduzir, ainda que discretamente, os índices de obesidade infantil. Em Nova York, entre 2007 e 2011, o número de crianças obesas caiu 5,5%.

Especialistas ligaram a tendência aos esforços de escolas como as da Filadélfia –onde a obesidade caiu 5% no período–, que proibiram a venda de bebidas açucaradas e cortaram as frituras. Fonte: Folha Online

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No mês passado, comentei aqui no Blog sobre esse mesmo assunto, mostrando alguns takes retirados do Documentário: Muito Além do Peso, que mostra a obesidade infantil como uma epidemia. Vale reler AQUI!

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Documentário: Muito Além do Peso

5th março, 2013 by Danny Mou

>> Diário Pessoal, 05/03/12

Levei minha Bonequinha Alyssa para assistir ao documentário Muito Além do Peso, na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em Outubro do ano passado. Apesar de muito chocante, achei importantíssimo assistí-lo, pois este filme trata especificamente da obesidade em crianças.

Abaixo, reproduzi alguns takes, com informações que não são divulgadas e dados alarmantes!

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“Os bons alimentos não podem ser caros. Hoje em dia, os alimentos ruins para a saúde são mais baratos do que os alimentos saudáveis. Isso é uma inversão criada pelas próprias pessoas, isso tem que mudar.”
Enrique Jacoby
Médico Conselheiro Regional de Nutrição da OPAS e OMS

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“Um tubinho de biscoito recheados equivale a oito pãezinhos franceses.”
Carmen de Assunção
Médica Endocrinologista, coordenadora do Ambulatório de Obesidade Infantil do IEDE

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Assistam o filme gratuitamente,
através do site oficial: http://muitoalemdopeso.com.br/

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Obesidade, a maior epidemia infantil da história.
Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.
Todos têm em sua base a obesidade.
O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

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Obesos correm maior risco de vida em acidentes de carro

25th janeiro, 2013 by Danny Mou

Estudo mostrou que pessoas obesas podem ter até 80% mais chances de morrer em colisões de veículos!

Pessoas obesas podem apresentar mais riscos de se ferir fatalmente em acidentes de carro, em comparação com pessoas com índice de massa corporal (IMC) considerado normal. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada nas universidades americanas da Califórnia e da Virgínia Ocidental e publicada nesta segunda-feira no periódico Emergency Medicine Journal.

Os pesquisadores utilizaram dados de um sistema denominado US Fatality Analysis Reporting System (em português, Sistema de Análise de Fatalidades dos EUA) da National Highway Traffic Safety Administration (Administração Nacional de Segurança de Trânsito em Estradas), que registra as mortes ocorridas até 30 dias após acidentes de trânsito.

No estudo, foram empregados dados de 1996 até 2008. Foram consideradas colisões entre dois veículos de porte semelhante (carros, minivans, pick-ups ou utilitários esportivos), nos quais o impacto resultou na morte de um ou ambos os motoristas.

A amostra selecionada era composta de 3.403 pares de motoristas. Entre eles, um em três estava acima do peso, e quase um em cinco (18%) eram obesos.

Resultados – Os resultados mostraram que o risco de morte em acidentes de carro aumenta quanto maior o nível de obesidade do motorista, de acordo com a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que divide a obesidade em três níveis.

Assim, motoristas no nível I de obesidade (IMC de 30 a 34,9) apresentam um risco 21% maior de morrer em acidentes de trânsito do que pessoas com peso normal. No nível II (IMC de 35 a 39,9), o risco aumentou em 51% e, no nível III (IMC igual ou maior do que 40), aumentou 80%.

Mulheres em risco – Na divisão por gênero, as mulheres apresentaram um risco maior do que os homens de ter um acidente fatal. No nível I de obesidade, elas apresentaram um risco 34% maior. No nível II, 120% e no III, 95%.

A pesquisa também mostrou que homens abaixo do peso ideal também tinham mais chances de morrer em colisões, em comparação àqueles de peso considerado normal.

Em relação às causas que levam à conclusão apresentada, os autores citam outra pesquisa, publicado no periódico Obesity em 2009. Ela mostra que a metade inferior do corpo de motoristas obesos se projetava mais para frente, para longe do assento, em caso de acidentes, do que a de pessoas com peso normal, mesmo com o cinto de segurança. Isso ocorreria devido ao fato de a camada de gordura, um tecido ‘macio’, impedir que o cinto fique ajustado próximo à pélvis.

Para os autores, é importante que os carros comecem a ser projetados pensando também na segurança de pessoas obesas. “Muitos países desenvolvidos estão vivendo uma epidemia de obesidade. Eles precisam desenvolver sistemas de proteção para corpos maiores. Por exemplo, os ‘testes de batida’ poderiam ser feitos utilizando bonecos maiores”, disse Tom Rice, um dos autores do estudo, ao site de VEJA.

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Opinião do especialista

Kodi Kojima – Ortopedista e coordenador do grupo de trauma do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

“A população de obesos no Brasil não é tão grande quanto nos Estados Unidos, mas de uma maneira geral a incidência de óbitos e complicações é maior em pacientes obesos.

“Durante um acidente, o veículo para com a batida e o corpo tende a continuar se movendo. Em uma pessoa obesa esse deslocamento é maior, Além disso, esses pacientes podem ter outras doenças relacionadas à obesidade que causam complicações, como problemas cardíacos, circulatórios e de cicatrização, então isso aumenta muito o risco de óbitos e complicações.

“A pesquisa é muito contundente, mas é preciso lembrar que se trata de uma amostragem da população americana. Os índices brasileiros de obesidade, principalmente no tipo II e III, não são iguais aos deles. Por isso, os riscos podem ser transferidos para nós, mas não os números exatos.

“É difícil encontrar uma explicação clara do motivo pelo qual as pessoas abaixo do peso também apresentam mais riscos. Talvez esse baixo peso seja consequência de alguma doença, o que explicaria o maior risco. Além disso, entra o problema da reserva biológica. Na hora do acidente, o organismo usa todas as reservas para lutar contra os danos, e pessoas abaixo do peso não têm muita reserva.

“Acho que uma possível ação seria pensar em campanhas de acidente de trânsito e talvez chamar atenção dos obesos, porque eles têm um risco maior”. Fonte: Veja Saúde

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Esteatose Hepática: a perigosa gordura no fígado

29th dezembro, 2012 by Danny Mou

A saliência na barriga não é a única consequência da alimentação desequilibrada, calórica e perigosa à saúde. Embaixo da camisa apertada e da calça que não fecha pode estar um excesso de gordura invisível aos olhos, que encobre o fígado e causa uma doença silenciosa, a esteatose hepática.

Embora o Ministério da Saúde não tenha estatísticas oficiais sobre a incidência da doença no país, os dados existentes sobre a saúde do brasileiro mostram que boa parte da população está no alvo da esteatose: 48% dos brasileiros têm excesso de peso, um em cada cinco é fumante e 27% dos homens ingerem mais de quatro doses de bebida cada vez que decidem ingerir álcool.

“A doença hepática gordurosa do fígado associa-se intimamente ao estilo de vida presente nas grandes cidades”, alerta o Dr. José Antonio Maluf de Carvalho, responsável pelo núcleo de Medicina Preventiva do Einstein. Isso indica que de mãos dadas com a esteatose estão a falta de atividades físicas, o tabagismo e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, além da dieta rica em gorduras e produtos industrializados.

Segundo Ana Maria Pita Lottenberg, nutricionista e coordenadora do curso de pós-graduação em Nutrição do Instituto Israelita Albert Einstein de Ensino e Pesquisa, alerta que o consumo de gordura diário não pode ultrapassar 30% do valor calórico total de uma dieta. “Quem consome quantidades elevadas de gordura na dieta, mesmo que sejam as chamadas gorduras saudáveis, podem desenvolver esteatose hepática”. O tipo mais perigoso, no entanto, é a gordura trans, porque é a que mais induz depósito de gordura no fígado, explica. Ela é encontrada em biscoitos, salgadinhos, pão de queijo, folhados e outros tipos de alimento.

Essa relação com hábitos nada saudáveis também explica como é formado o grupo de maior risco para desenvolver a doença. Os obesos, os diabéticos (do tipo 2) e os homens (mais numerosos do que as mulheres entre os fumantes e os dependentes de bebidas alcoólicas) são maioria entre os pacientes, informa o médico gastroenterologista Dr. Jaime Zaladek Gil.

Apesar de a doença afetar o fígado – um órgão importante no metabolismo do organismo – a esteatose não costuma dar sinais sobre sua presença. “Geralmente não há sintomas. Em casos raros há o relato de um desconforto na região do abdome. Por isso, o diagnóstico é difícil”, explica o médico.

A esteatose hepática pode ser evitada, assim como suas perigosas consequências. Para isso, é importante seguir uma dieta adequada, realizar atividades físicas, controlar o peso e o diabetes (caso tenha a doença), evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, não recorrer à automedicação e realizar exames de saúde preventivos. Seguindo essa receita é muito grande a chance de manter essa inimiga silenciosa longe de você. Fonte: H. I. Albert Einstein

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Os 7 maiores erros no combate à obesidade!

8th novembro, 2012 by Danny Mou

Dia 11 de Outubro foi comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, doença relacionada a muitas causas e, por isso mesmo, de tratamento lento e multidisciplinar. A obesidade pode estar ligada a distúrbios alimentares, ao sedentarismo, a disfunções hormonais e, por trás disso tudo ainda, à herança genética. Um time de educadores físicos, nutricionistas, psicólogos e endocrinologistas forma a melhor equipe para dar um fim nos quilos a mais.

De acordo com o endocrinologista Amélio Godoy Matos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a maior parte dos tratamentos inclui um arsenal de remédios, já que são poucos os casos em que o paciente consegue reverter o problema apenas com disciplina. “Isso não significa, entretanto, que o uso de remédios dispense a adoção de hábitos saudáveis”, explica.

E está aí um dos principais nós relacionados ao controle de peso: muita gente acha que basta controlar a medicação para que os quilos comecem a desaparecer. “Quando isso não acontece, vem a frustração e o abandono das consultas”, aponta. O erro é comum, mas não o único. Se você já tentou emagrecer e não alcançou sua meta, veja os principais erros, apontados por especialistas, no tratamento da obesidade:

Ignorar as calorias totais da dieta
“A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores relacionados à obesidade”, afirma a educadora física e doutoranda em nutrição Ana Dâmaso, coordenadora do Grupo de Estudo da Obesidade (GEO) da Unifesp. Segundo ela, quando este fator está associado ao excesso de peso, tona-se necessária a reeducação alimentar. Tudo começa estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser consumidas diariamente. “Uma pessoa acima do peso provavelmente ingere muito mais calorias do que seu metabolismo é capaz de queimar”, afirma a especialista. Para isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um cardápio individual.

Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa
Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. De acordo com a educadora física Ana, gorduras e açúcares são os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do paciente com obesidade. Aprender a montar um prato colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da reeducação alimentar. “Com o tempo, os pacientes percebem que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça para perder peso”, explica.

Manter o sedentarismo
“Exercícios físicos são uma das principais estratégias terapêuticas não medicamentosas para combater a obesidade”, diz a educadora física Ana. Segundo a especialista, atualmente exercícios valem por remédio. O método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a musculação. “Juntos, eles não só combatem a obesidade, como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado)”, explica. Antes de iniciar o treino, procure um profissional para não realizar movimentos incorretos ou exagerar na dose, o que pode gerar lesões.

Perder o controle da ansiedade
A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos casos, está ligada a disfunções emocionais. “Grande parte dos pacientes sofre de ansiedade, estresse e outros problemas que podem levar à compulsão alimentar, por exemplo”, afirma o endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, professor da Unicamp. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar o sucesso.

Adotar outros hábitos prejudiciais
“Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter por não poder comer compulsivamente”, afirma o endocrinologista Marcos. Segundo ele, é comum pacientes começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem estimulados a mudar completamente de vida quando dão início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra, ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de prevenção da saúde.

Retomar os erros após a perda de peso
O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar. Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser mantidos mesmo após alcançar a meta. “Muitos pacientes acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a disciplina de lado com o tempo”, diz o endocrinologista Marcos. Segundo ele, comer bem, praticar exercícios e fazer check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a volta da obesidade.

Resistir a tratamentos mais agressivos
“A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de tratamento para pessoas com obesidade”, afirma o endocrinologista Marcos. Mas indivíduos com índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que 30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes, geralmente recebem indicação para a intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.
Fonte: Portal Minha Vida

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