Enxaqueca: informações e novos tratamentos

6th agosto, 2016 by Danny Mou


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30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 10ª doença mais incapacitante e acomete em torno de 15% da população mundial. No Brasil são aproximadamente 30 milhões de pessoas que sofrem da doença. E não faltam motivos que podem desencadear o problema: estresse, obesidade, sono inadequado, jejum, alguns alimentos, cheiros fortes, tempo seco, entre outros. A enxaqueca ainda é mais comum entre as mulheres, pois além de fatores ambientais e emocionais, elas tem também os fatores hormonais.

Na enxaqueca, a dor ocorre geralmente em um dos lados da cabeça, é latejante ou pulsátil, dura de 4 a 72 horas e pode vir acompanhada de náuseas e/ou vômitos, tonturas, intolerância à luz (fotofobia), barulho (fonofobia), cheiros (osmofobia) e movimentos (cinetofobia).

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Problemas da automedicação
Mas esse cenário já está mudando. Novos tratamentos chegam ao país para combater um dos erros mais comuns de quem sofre com a enxaqueca: a automedicação. A neurologista Dra. Célia Roesler explica que há diversos tipos de tratamentos disponíveis no país de acordo com o estágio da doença e o perfil de cada paciente. “o uso abusivo de analgésicos sem prescrição médica pode transformar uma dor de cabeça que era episódica em enxaqueca crônica com dores de cabeça quase diárias”, completa a especialista.

Além de analgésicos, anti-inflamatórios e vasoconstritores isolados ou associados para abortar a dor, entre os tratamentos disponíveis atualmente no Brasil estão o uso da toxina botulínica e a neuromodulação, que permitem uma melhora na qualidade de vida das pessoas com enxaqueca, diminuindo o uso de medicamentos.

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Neuromodulação como alternativa
Quando se fala em enxaqueca, a mais recente novidade é a neuromodulação. Um novo aparelho em formato de arco que, ao ser colocado na cabeça, gera pequenos estímulos elétricos ao nervo trigêmeo, principal causador das dores de cabeça, e por meio desses impulsos, altera a forma que a dor é assimilada.

O método não invasivo e sem efeitos colaterais, é ideal para quem possui dores de cabeça e crises de enxaqueca frequentes como: enxaqueca comum, enxaqueca com aura, enxaqueca oftálmica, enxaqueca episódica, enxaqueca crônica, enxaqueca menstrual, sinusite, dor na região anterior da cabeça e dor de cabeça crônica.

Com duas opções focadas ao tratamento das cefaleias, a primeira deve ser utilizada no momento da crise, voltada a melhora dos sintomas reduzindo a intensidade da dor, já o segundo programa atua na prevenção de enxaqueca e o uso do aparelho deve ser diário, com sessões de cerca de 20 minutos, pois seu uso frequente induz a uma diminuição da quantidade, intensidade ou até mesmo o desaparecimento das dores. Os efeitos são sentidos cerca de um ou dois meses depois. “Seu uso só deve ser feito com acompanhamento médico”, sinaliza a Dra. Célia. Fonte: release oficial

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Dor de cabeça é comum, mas não é normal

30th maio, 2016 by Danny Mou

Com certeza você já teve um episódio de dor de cabeça alguma vez na vida. Ela pode ter durado pouco tempo, ter sido de leve intensidade, como também pode ter durado muito tempo e aparecido de forma constante.

Estima-se que 93% dos homens e 99% das mulheres terão algum tipo de dor de cabeça ao longo da vida, segundo a revista médica Cephalalgia. E, de acordo com o Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista no Hospital São Camilo de São Paulo, por mais que seja muito comum, a cefaleia regular não é normal.

Estudos epidemiológicos internacionais indicam que ela é uma das principais causas de falta ao trabalho, responsável pela perda de quatro dias por ano, em média. E, segundo o Dr. Edson, só no Serviço de Neurologia do Hospital São Camilo Santana, 39% das consultasdiárias ao neurologista são associadas à cefaleia.

Ainda de acordo com o neurologista, a dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, ocorre devido a estímulos inadequados em determinados nervos de sensibilidade cranianos que, interagindo com áreas cerebrais específicas, são traduzidos em estímulos de dor.

Por isso, o especialista recomenda que, nesses casos, é preciso investigar as causas das dores, já que a automedicação pode agravar acefaleia: “A automedicação sempre agrava a dor de cabeça, pois existem estratégias e critérios de tratamento para cada tipo de manifestação, que não são seguidas nesta situação” complementa Dr. Edson.

A cefaleia deve ser investigada quando ocorrer em uma frequência regular ou quando acontecer de forma inédita, súbita, atípica e de forte intensidade, que não melhora com analgésicos. Ela também pode indicar algumas patologias, como o acidente vascular encefálico isquêmico ou hemorrágico e de hemorragias meníngeas e pode durar desde poucos minutos, até vários dias seguidos.

Existem diversos tipos de cefaleia, onde podem ser classificadas como primárias ou secundárias, que ocorre quando derivam de outras patologias cerebrais. “Não há exames para diagnosticar a verdadeira causa das cefaleias primárias. O diagnóstico é essencialmente clínico. Nas cefaleias secundárias, os exames de imagem, como a Tomografia de Crânio e a Ressonância Magnética, além do exame do líquor, são fundamentais para complementação do diagnóstico”, finaliza Dr. Edson.

Abaixo, você encontra os fatores mais importantes que desencadeiam as enxaquecas:

1) Fatores ambientais: calor excessivo, climatização artificial excessiva, como o ar condicionado;
2) Inalar odores como perfumes, substâncias químicas como tintas e solventes, produtos de limpeza, como água sanitária;
3) Atividade física;
4) Fatores alimentares: jejum prolongado, ingestão de determinados alimentos como chocolates, queijos, vinhos, embutidos, temperos como ácido glutâmico e alimentos com conservantes;
5) Alteração do ciclo sono: dormir muito, dormir pouco, permanecer longos períodos em vigília;
6) Fatores hormonais: TMP ou utilização de alguns tipos de anticoncepcionais;
7) Fatores emocionais: ansiedade, depressão, estresse;
8) Uso excessivo de analgésicos.

Fonte: Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista no Hospital São Camilo de São Paulo.

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Obesidade feminina exige controle

1st abril, 2016 by Danny Mou

Doença é considerada crônica e precisa de tratamento multidisciplinar com endocrinologista, psicólogo e nutricionista

O excesso de peso é prejudicial tanto para homens quanto para mulheres. Mas para a população feminina os efeitos da obesidade podem afetar até na hora de engravidar, causando a infertilidade. Números do IBGE mostram que cerca de 48% das brasileiras estão acima do peso e 18% delas são obesas.

De acordo com o gastroenterologista e cirurgião no Ambulatório de Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital São Camilo Santana, Ivan Vasconcellos, a obesidade pode trazer uma série de patologias às mulheres,
dentre elas, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboses), apneia do sono, problemas musculoesqueléticos (artrose, degeneração das articulações e
hérnia), depressão, infertilidade e neoplasias. “A obesidade causa alterações hormonais que provocam doenças como câncer de mama e de endométrio, devido à elevação do hormônio estrogênio, além de infertilidade, irregularidade menstrual e síndrome do ovário policístico.”

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Tratamento

​Por ser uma patologia crônica, de causa multifatorial, o médico indica que a paciente procure grupos ou centros de tratamento de obesidade, que incluam avaliação com endocrinologista, nutricionista e psicólogo. “A paciente receberá instruções conforme cada caso, mas sempre incluirá atividade física bem orientada, controle alimentar individualizado e, em casos selecionados, medicamentos ou encaminhamento para procedimentos cirúrgicos”, explica Vasconcellos.

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Saúde é fundamental

• Alimente-se em horários​ regulares, com intervalos de três horas, em quantidades pequenas.

• Coma todos os tipos de alimentos – proteínas, carboidratos e fibras.

• Não há comprovação científica de que dietas radicais tenham melhor resultado, no entanto, quanto menor a ingestão de carboidratos “puros”, como massas brancas, derivados da farinha, doces, refrigerantes, fast-food, melhor o resultado.

• Realize, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana, divididos em três vezes. Se for mais que isto, melhor.

​• Evite atividades com impacto ou muito cansativas no início, privilegiando reforço dos músculos, tendões e ligamentos. Aumente a frequência e a intensidade.

• Procure incorporar as medidas acima como um hábito de vida.

Fonte: Ivan Vasconcellos, gastroenterologista e cirurgião no Ambulatório de Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital São Camilo Santana.

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Como identificar: Dengue, Zika e Chikungunya!

3rd fevereiro, 2016 by Danny Mou

Em 2015, os brasileiros enfrentaram a maior epidemia de dengue já registrada no país. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, foram mais de 1.566.510 casos prováveis em todo território nacional. O ano também foi responsável por apresentar aos brasileiros duas novas doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti: o zika vírus e a febre chikungunya.

Além do transmissor, as doenças também possuem sintomas semelhantes. Veja as principais diferenças entre eles:

Fonte: Dr. Ivan Marinho, Infectologista no Hospital São Camilo de São Paulo.

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Mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso!

6th julho, 2015 by Danny Mou

A cirurgia bariátrica é uma das alternativas para o tratamento de pessoas que apresentam IMC superior a 40 ou acima de 35 com mais uma comorbidade, como diabetes ou pressão alta!

Uma pesquisa realizada pela Bariatric Surgery Worldwide aponta que 1,7 bilhão de pessoas no mundo sofrem com o excesso de peso e obesidade. O Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias de redução de estômago, chegando, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a 72 mil cirurgias em 2012, perdendo apenas para os Estados Unidos que, no ano de 2003, realizaram cerca de 150 mil procedimentos do gênero. Dados da pesquisa do VIGITEL (Vigilância de Fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico) revelaram que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e 17,5% são obesos.

Segundo o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Jose Luis Lopes, o risco durante a cirurgia bariátrica é menor que 2%. “Por outro lado, os problemas de não fazer e continuar obeso são muitos, como o de desenvolver pressão alta, diabetes, dislipidemia (colesterol e/ou triglicérides altos), artropatias (doenças articulares por desgaste) e apneia do sono (alteração na respiração durante o sono). Esses riscos acarretam na diminuição da expectativa de vida do paciente”, alerta.

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A cirurgia

Existem três tipos de cirurgia: restritiva, caracterizada pela diminuição da quantidade de alimentos que entra no trato gastrointestinal, mal absortiva, que reduz a capacidade de absorção do intestino, e mista, que utiliza as duas técnicas. A mista (bypass em y de Roux) é a mais equilibrada e com bons resultados a curto e longo prazos.

Inicialmente, a cirurgia é indicada para pessoas que apresentam índice de massa corporal (IMC = peso/ altura x altura), superior a 40 ou acima de 35 com pelo menos uma comorbidade (diabetes, pressão alta etc.). “A cirurgia não deve ser vista como último recurso, mas usada precocemente para evitar a progressão de doenças relacionadas à obesidade, auxiliando a aumentar a longevidade e qualidade de vida das pessoas”, esclarece Lopes.

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Mude os hábitos de vida

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em média, metade dos pacientes que passam pelo procedimento voltam a engordar parcialmente e cerca de 5% das pessoas recuperam o peso que tinham antes de fazer a cirurgia.

“Mesmo depois da cirurgia, é importante que o paciente tenha uma mudança nos hábitos alimentares e comece a fazer exercícios físicos, visando uma melhor qualidade de vida”, recomenda o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, José Luis Lopes.
Fonte: José Luis Lopes, gastroenterologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

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