Revista Veja: Especial Alimentação

26th novembro, 2010 by Danny Mou

>> Diário Pessoal, 26/11/10

A Revista Veja desta semana (edição 2192 de 24/11/10), traz na capa a chamada para o Especial Alimentação:

As regras boas (e viáveis) da nutrição sadia

São 26 páginas que abordam vários assuntos ligados ao tema principal, entre eles:

>> O teste da comida saudável: É quase impossível evitar todos os alimentos industrializados

>> “Comer é um ato social”: Entrevista com o ensaísta americano e guru Michael Pollan

>> Ração Humana. Funciona?: A mistura triturada no liquidificador é um alimento rico – e só

>> Orgânicos em pratos limpos: Vegetais sem defensivos podem ser mais sadios – e muito mais caros

>> A atração pela culinária kasher: As regras judaicas casam-se com as exigências atuais de higiene e respeito ao meio ambiente

>> O bom que faz bem: Quatro grandes chefes ensinam a preparar receitas fáceis e nutritivas

Logo no começo da matéria (página 149), está escrito: “Poucos comportamentos são tão definidores de nosso tempo quanto a dieta, a obsessão das pessoas por perder peso. 10 milhões de homens e mulheres apegam-se a algum tipo de promessa em busca de um corpo mais esbelto e equilibrado. As loucuras que as pessoas fazem para emagrecer são incontáveis.”

“A única maneira de alguém manter-se saudável é comer o que não quer, beber o que não gosta e fazer coisas que, de outro modo, evitaria.” – Mark Twain (1835-1910)

Na parte que fala sobre a ração humana, tem uma grande tabela descrevendo os ingredientes do composto, substâncias em que são ricos, propriedades e sugestão de alternativas (outras fontes).

“A idéia de nutrir muito com pouco nasceu com os militares, chegou aos esportistas e alcançou o comum dos mortais”. (página 170)

Anos 90: As barrinhas de cereais desembarcam nas prateleiras dos supermercados e farmácias do Brasil

Anos 2000: Os suplementos alimentares – em forma de barras ou pílulas – deixam de ser exclusividade das pessoas que praticam esporte e chegam ao cidadão comum

Na parte que fala sobre os alimentos orgânicos, tem uma tabela comparativa entre Carnes, Hortifrútis, Leite e Ovos.

“A alimentação livre de agrotóxicos é uma boa iniciativa – mas apenas para quem tem tempo e dinheiro para pesquisar nas gôndolas e feiras”. (página 173)

“Em tese, muita gente concorda que os alimentos orgânicos são melhores para o planeta, para a sociedade e até para a própria saúde. Mas poucos realmente substituem todos os itens produzidos convencionalmente por aqueles que não levam insumos químicos. Na maioria das vezes, o preço e a dificuldade de encontrar mercadorias estão por trás dessa decisão. A questão é: se você tiver de escolher, o que vale mais a pena comprar?” (página 175)

E para terminar: “Veja pediu a quatro dos mais reputados chefs de cozinha em atividade no Brasil que criassem receitas saborosas e ao mesmo tempo saudáveis. Pode soar uma contradição em termos, mas não é. Uma terceira exigência lhes foi apresentada: que elas fossem razoavelmente fáceis de preparar em casa.” (página 186)

- Lagosta e vieira com purê de ervilha – Chef Erick Jacquin

- Tapioca de abóbora, com flores, queijo de cabra e coentro fresco – Chef Rodrigo Oliveira

- Cobb Salad – Chef Carla Pernambuco

- Bolo de aveia – Chef Isabella Suplicy

Esta é apenas uma amostra da matéria. Para ler o conteúdo completo, só na revista mesmo! ;)

Sugestão de leitura:


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Suco de couve & ração humana

14th agosto, 2010 by Danny Mou

>> Diário Pessoal, 14/08/10

Lendo uma revista Veja São Paulo do mês de Junho, encontrei esta divertida crônica escrita por Walcyr Carrasco. Gostei tanto, que resolvi compartilhar aqui no Blog! ;)

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Por Walcyr Carrasco | 16/06/2010

Quando observo minhas imagens aos 20 anos, sinto ondas de fúria. Que tenebroso processo metabólico ocorreu para transformar aquele rapazinho magro em alguém com tanta vocação para engordar? Emagreci bastante há uns dois anos. Desde então, cometo loucuras para não engordar novamente. Alguns quilinhos ganhei, não nego. Se me distraio, os tais quilinhos se multiplicam espantosamente. Impossível perdê-los mesmo que eu percorra na esteira, diariamente, a distância do Oiapoque ao Chuí. Recentemente, um amigo inquiriu:

— Como faz para manter a forma?

— Simples. Eu me transformei em uma experiência química!

A palavra química não se refere somente aos inúmeros complementos que absorvo diariamente, de comprimidos de clorofila a própolis em drágeas. Mas às combinações alimentares nas quais mergulho, que estabelecem uma química dentro do organismo. Ultimamente eu me dedico ao suco de couve e à ração humana. A receita do suco é simples: bato duas folhas de couve no liquidificador. Engulo aquela coisa verde. E penso, como se fosse um castigo: “Quem mandou engordar? Agora sofra!”. Em seguida, tomo leite misturado com duas colheres de ração humana. Trata-se de uma mistura de cereais que, segundo se diz, oferece todos os compostos nutritivos necessários. Tem gosto de serragem. Está na moda. Todo dia conheço algum novo adepto da ração. Ou da couve. A mãe de um amigo garante ter perdido 20 quilos empanturrando-se com a dita cuja. Um primo resolveu todos os seus problemas intestinais com o suco. E por aí vai. Há quem diga que é delicioso. Sempre gosto de frisar:

— Se suco de couve fosse tão bom, seria oferecido em rodízio. E alguém troca uma picanha no espeto pela ração?

Faço também o regime do tipo sanguíneo. Segundo a teoria, cada tipo de sangue exige ou rejeita certos alimentos. Sou O positivo. Poderia emagrecer a cada garfada se conseguisse decorar a tabela do que devo ou não comer. Meus neurônios fervilham quando ergo um cardápio na mão. Só lembro que polvo é proibido. Ah, vida, justamente polvo, que eu adoro! Abro uma exceção.

Os gordos ou propensos a acumular banhas têm uma vantagem sobre os magros.Na árdua batalha dos regimes, ganham mais condição de conhecer a alma humana. Adquirem sabedoria. Meu melhor amigo, capaz de dar a vida por mim ou de no mínimo emprestar uma grana sem
juros, não resiste a comentar quando me vê:

— O paletó está fechando?

O mesmo que condena meus 4 quilos extras como um juiz em um tribunal, insiste em me oferecer um doce quando vou visitá-lo. Ou um vinho. Algo que, enfim, engorde.

— Ah, desculpe, não devo, estou de regime.

— Imagine, só hoje!

Ai de mim! Não é preciso insistir muito!

Um outro amigo me trouxe ração humana feita no Pará por sua mãe, só com produtos da terra.

— É a melhor que existe, aqui em São Paulo você não encontra!

Para acompanhar o presente, uma caixinha de bombons.

— São de cupuaçu, você vai gostar…

Agradeço com uma careta. Se quer me ajudar a emagrecer, por que os bombons? Ah, traidor!

Vou jantar fora com uma amiga. Digo não à sobremesa. Ela sorri, elogia minha força de vontade e escolhe meu doce predileto. Pisca, cúmplice:

— Garçom, traz duas colheres?

E lá vou eu!

Para quem vive em regime perpétuo, não basta evitar frituras, massas e açúcar. Mas sim enfrentar um complô que visa a engordá-lo. E o pior: na primeira chance, todo mundo comentará cada centímetro na barriga! Em relação a regime, a Solidariedade é Zero!

Fonte: Revista Veja

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